Mais de um ano se passou desde que a notícia do primeiro brasileiro infectado por Covid-19 chegou a todos. De lá para cá muitas atividades foram afetadas diretamente e no setor de ensino não foi diferente. Apesar dos transtornos e dificuldades driblados pelos professores, a minoria deles está com as duas doses do imunizante. Mais do que nunca é preciso que o recesso escolar seja concedido aos educadores, que estão emocionalmente, psicologicamente e até fisicamente exaustos.

O recesso escolar de julho é um direito conquistado para que toda professora e todo professor tenham um período de descanso para recompor suas energias. O Sindicato dos Professores de Macaé e Região vai fiscalizar e incentivar os docentes a não cederem a pressão do patronal. A defesa incondicional dos direitos dos trabalhadores, melhores condições de trabalho e salários é premissa do sindicalismo que o Sindicato defende.

“O recesso não é concedido por liberalidade das instituições de ensino, nem está previsto na Consolidação de Leis Trabalhistas. Ele está garantido nas convenções coletivas de trabalho, que têm força de lei. Por esse motivo, é um direito exclusivo dos professores de educação básica e de ensino superior que lecionam na rede privada”, relata Guilhermina Rocha, presidente do Sinpro Macaé e Região.

Os transtornos e dificuldades foram driblados na área da educação pelos professores e professoras, que tiveram de se reinventar, de buscar novas ferramentas tecnológicas e pedagógicas, além usar de conhecimento e criatividade para manter o calendário de atividades exigidas. Aulas, trabalhos e reuniões virtuais fizeram parte do cotidiano dos docentes de forma tão intensa, que muitos deles precisaram de apoio psicológico. Portanto, mais do que nunca o recesso escolar em julho é merecido, além de ser um direito de quem leciona nas escolas.

O recesso é necessário para que os profissionais se refaçam física e emocionalmente. Foram eles que, num primeiro momento, tiveram de se adaptar à internet e preparar todo material para aulas on-line de dezenas de turmas. Depois, muitos sem qualquer experiência nesta rotina, tiveram de lecionar virtualmente para as crianças, adolescentes e adultos, mantendo o mesmo número de estudantes que existia antes da crise, mantendo a qualidade de ensino.

Em meio a tudo isso, as professoras e os professores conviveram com todo tipo de pressão e ameaças, tiveram seus salários reduzidos sem compensação na carga horária e muitos sofreram com a suspensão de seus contratos de trabalho.

O Sinpro Macaé e Região entende que agora, mais do nunca, o RECESSO ESCOLAR É ABSOLUTAMENTE NECESSÁRIO. A tensão vivida pelos educadores em meio à pandemia, como eles mesmos relatam, se mostrou muito mais desgastante e extenuante do que o dia a dia vivido dentro das salas.

Não é favor, nem privilégio. O ofício do professor tem base intelectual e exige uma parada! Professor, não ceda a esta pressão. Use o recesso para aliviar o momento de tensão que está vivendo neste momento. Questione caso seja forçado a trabalhar. Entre em contato com o Sinpro Macaé e Região e denuncie. Nenhum direito a menos.
Sinpro Macaé e Região

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