Quem irá se responsabilizar?

E se um professor morrer? Se algum aluno morrer? Se familiares de alguém da comunidade escolar vierem a óbito? Quem irá se responsabilizar? Voltar às aulas baseado em quê? Por que voltar às aulas presenciais se os profissionais da educação ainda não tem calendário de vacinação e os estudantes estão distantes de serem vacinados?
Quem vai garantir que haverá distanciamento social nas salas de aula? Quem vai monitorar o uso de máscaras permanente? Quem vai assegurar a circulação do ar e a higienização dos banheiros e espaços de lanches? As salas e banheiros serão ventilados?

É sabido que se o ano letivo de 2020, mesmo remotamente, foi um sucesso, foi porque professoras e professores se dedicaram como nunca. Usam seus próprios equipamentos e desembolsaram mais despesas como luz e água em um momento em que vários profissionais tiveram seus vencimentos reduzidos. Está provado que é possível estender as aulas on-lines neste momento que o Brasil vive um dos piores momentos da pandemia. Atingimos mais de 460 mil mortes por Covid-19. Estes números não assustam mais empresários e líderes políticos neoliberais.
O Sinpro sabe que há uma pressão do sindicato patronal e empresários para que as escolas retornem suas aulas presenciais normalmente mesmo sem as vacinas para que mães e pais voltem a ocupar seus postos de trabalho. Esta é a lógica econômica que vem colocando o lucro acima da vida. Professores, professoras, pedagogos, agentes de portarias, diretores, entre outros profissionais que atuam no ambiente escolar querem e precisam voltar. Alunos precisam frequentar novamente os bancos escolares, mas só diante da imunização.
Outro olhar crítico está sobre as diferenças entre escolas públicas e particulares que se mantém até diante da pior crise sanitária do planeta. O Sinpro Macaé analisa que nenhuma escola deve voltar; nem as particulares, nem as públicas, e que os protocolos devem ser únicos. Se o setor da educação privado voltar alegando estar mais preparado, só reforça a segregação. O lucro continua acima da vida.
Mesmo com os protocolos sanitários ( decreto 2.779 de 03 de fevereiro de 2021) , o Sinpro entende que não há uma segurança total sobre a vida da comunidade escolar. O retorno gradual tem que acontecer a partir do momento que este público for prioridade na imunização, como preconiza as principais instituições científicas, e os parâmetros sanitários e epidemiológicos para ter retorno das atividades pedagógicas presenciais.
O Sinpro Macaé e Região defende a construção coletiva dos protocolos que organizarão o retorno das aulas presenciais mas, reafirmando que não há condição de retorno neste momento, visto que os parâmetros para este retorno têm de ser sanitários e epidemiológicos, e não políticos ou mercadológicos.

Nesta compreensão, o Sinpro Macaé e Região segue reafirmando seu posicionamento contra a volta às aulas presenciais, acentuando que a preocupação e a defesa pela saúde e segurança de todas e todos é mais importante que qualquer tentativa de retorno das aulas presenciais.

No próximo sábado dia 05 de junho, às 10h , os professores se reunirão para debater e avaliar essa decisão arbitrária da Prefeitura de Rio das Ostras. E reiteramos : “Quem vai se responsabilizar quando morrer o estudante , o (a) professor (a) ”. Para nós é o Estado. O Estado é quem tem o poder de decisão como a elaboração e publicação de decretos com flexibilidades.

O Sinpro Macaé e Região – Aulas presenciais só depois de vacinados!!!
Escolas Fechadas Vidas Preservadas !

Do Sinpro Macaé e Região


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