Desde a pandemia de Covid-19, iniciada em 2020, o uso de plataformas virtuais, diários digitais, aplicativos de mensagens e a produção de conteúdos multimídia integraram-se permanentemente à rotina de professores e professoras em todos os níveis de ensino. Esse cenário intensificou o atendimento a alunos, pais e responsáveis, frequentemente estendendo-se para além da jornada contratual. Na perspectiva sindical e trabalhista da categoria, esse conjunto de atividades extraclasse mediadas por ferramentas digitais caracteriza a chamada “Hora Tecnológica”.
A FETEERJ e os Sindicatos dos Professores (Sinpros) — representantes da categoria na rede privada do Estado do Rio de Janeiro — defendem a regulamentação e a remuneração desse tempo de serviço. A medida visa valorizar o salário dos docentes e garantir melhores condições de trabalho e qualidade de vida, prevenindo a incidência de agravos à saúde, como a síndrome de Burnout.
A FETEERJ pautará a regulamentação da Hora Tecnológica na reunião paritária com o SINEPE-RJ, representante da Educação Básica, prevista para o mês de agosto. Posteriormente, a Federação apresentará a mesma demanda aos demais sindicatos patronais, abrangendo também o Ensino Superior.
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