A campanha “Gente é pra brilhar – não para morrer de fome” reúne ativistas, professores, líderes, cozinheiros e especialistas de diferentes áreas, em conferências virtuais, oficinas, atos religiosos e performances artísticas.

A alimentação é um direito social inscrito no artigo 6º da Lei Maior, ao lado da educação, da saúde, do trabalho, da moradia, do transporte, do lazer e da segurança. Ela também figura no inciso 4º do artigo 7º, em meio aos direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, e no inciso 7º do artigo 208, que trata do dever do Estado com a educação.

O Brasil havia deixado o Mapa da Fome da ONU em 2014, superando um atraso estrutural. O regresso a esse vergonhoso quadro coloca como desafio central vencer as duas pandemias —a da Covid-19 e a que deixa milhões de brasileiros sem o que comer.

À luta contra o mal da fome e da Covid.

O principal objetivo é expor as complexidades do modelo produtivo atual. Chamar a atenção para o crescimento da fome, e o que está por trás, quais as consequências e os desdobramentos, mas também mostrar que a sociedade civil está na luta.

O número de pessoas com “privação severa de alimentos” no Brasil aumentou em 3 milhões nos últimos cinco anos, chegando a 10,3 milhões. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e se referem ao período que vai de junho de 2017 a julho de 2018. A proporção na área rural foi de 7,1%, contra 4,1% na área urbana. O levantamento não inclui pessoas em situação de rua.

MOVIMENTO MARMITAÇO RIO DAS OSTRAS

O movimento #Marmitaço neste sábado (16), estará promovendo um diálogo campo/cidade, mostrando a importância de comer alimentos mais saudáveis, que fazem diferença na manutenção da saúde. Com a participação da histórica Feira dos Agricultores de Cantagalo com diversas ações para articular redes e movimentar o debate sobre alimentação na cidade. Atividade articulada pelo Dia mundial da alimentação.

 

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